Doenças relacionadas a Menopausa
Quais as doenças relacionadas a menopausa?
O estrógeno também é responsável pela proteção do organismo da mulher contra algumas doenças, como as cardiovasculares e a osteoporose. à medida que a produção de estrógeno cai, as taxas de colesterol e triglicérides tendem a aumentar no sangue. Também, a absorção e a captação de cálcio pelos ossos ficam prejudicadas, assim como há um aumento acentuado da perda óssea após a menopausa. Dessa forma, surgem os fatores de risco para o aparecimento das doenças cardiovasculares e osteoporose.
Doenças cardiovasculares na menopausa
Antes do início da menopausa, as mulheres têm uma vantagem significativa sobre os homens no que se refere ao risco de infarto do miocárdio. Admite-se que isso resulte de um efeito do estrogênio em certos tipos de gorduras no sangue, isto é, nas gorduras responsáveis pela remoção do colesterol. Depois da menopausa, esse efeito protetor desaparece e os riscos se equiparam, à medida que as paredes das pequenas artérias endurecem. Esses riscos podem ser reduzidos com a prática de exercícios físicos, dieta adequada e com a Terapia de Reposição Hormonal.
Restringir gorduras é fundamental
Através de dieta alimentar, a mulher deve procurar manter o peso ideal e o equilíbrio dos níveis de colesterol LDL (colesterol ruim) e HDL (colesterol bom), antes realizados pelo hormônio que o ovário deixou de produzir.
O LDL deposita gordura no interior das paredes dos vasos do coração e do cérebro, facilitando portanto a arteriosclerose, ou seja, a obstrução gradativa dos vasos. é fundamental que a mulher, com o início do climatério, tome medidas necessárias para evitar futuras doenças cardiovasculares (as DVCs). Segundo alguns médicos, as doenças cardiovasculares são a principal causa da morte das mulheres após os 65 anos, superando todos os tipos de câncer. A ingestão de alimentos com alto teor de colesterol e gordura favorece a redução do calibre da artéria, resultando na arteriosclerose, e também as obstrui, originando o infarto do miocárdio. Sem a ajuda do estrogênio, a dieta torna-se fundamental nas mulheres climatéricas, porque os valores de LDL aumentam progressivamente e não são acompanhados por um aumento compensatório dos níveis de HDL.
Segundo a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a redução de gordura dietética para 30% das calorias pode trazer benefícios adicionais ao diminuir os riscos de câncer de mama, útero e cólon.
Osteoporose na menopausa
Talvez a consequência a longo prazo mais grave da menopausa seja a osteoporose, ou fragilidade óssea. Os ossos atingem sua densidade máxima na quarta década de vida. Depois dessa fase existe uma perda gradual de massa óssea, que é muito mais acelerada em mulheres do que em homens. Esta perda é de 2% a 3% da massa óssea por ano a partir da menopausa. O resultado final desse processo é uma incidência aumentada de fraturas, particularmente nos ossos da coluna (vértebras), punho e quadril (colo do fêmur).
A osteoporose quando não tratada, pode ocasionar (em quase 50% das mulheres) uma fratura em um desses locais até os 70 anos de idade. As fraturas das vértebras causam uma dor incapacitante, uma redução considerável na altura e deformidade na coluna (corcunda). As fraturas do colo do fêmur em mulheres depois da menopausa são 12 vezes mais freqüentes do que em homens idosos, sendo uma das principais causas de internação hospitalar. Elas resultam em morte em 25% dos casos e em incapacidade a longo prazo em mais 25% a 30%.
Ainda que seja difícil prever quais são as mulheres que desenvolverão osteoporose em uma fase posterior da vida, novas técnicas de mapeamento ósseo nos permitem medir a densidade óssea e planejar o tratamento.
Falta de cálcio na menopausa
Quando a mulher entra na fase de déficit hormonal, também se altera o metabolismo do cálcio, que, ao lado da vitamina D, participa diretamente da manutenção óssea. Essa perda de massa óssea pode chegar à osteoporose, quando aumentam sensivelmente os riscos de fraturas do rádio, de fêmur, de bacia e vértebras.
Os alimentos ricos em cálcio são basicamente os laticínios, o leite e seus derivados. Antes da menopausa, para manter o equilíbrio ósseo a mulher necessita de 800 mg de cálcio por dia. Após, pela falta de estrogênio, a necessidade aumenta para 1.200 mg diários. Um copo de leite desnatado tem cerca de 300 mg de cálcio e um copo de iogurte cerca de 400 mg.
Outro ponto importante nesse caso é a exposição à luz solar, já que a vitamina D, essencial para a absorção e a utilização do cálcio, é sintetizada na pele a partir da substância precursora após exposição à luz. Não adianta ingerir o cálcio necessário, se a mulher não ficar exposta ao sol pelo menos 30 minutos por dia.
Portanto, existem dois objetivos da dieta alimentar no climatério: controlar os níveis de colesterol e aumentar a ingestão de alimentos ricos em cálcio.
Fonte: Bíblia da Menopausa
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