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Qualidade de vida na Menopausa

Como ter mais qualidade de vida na menopausa?

Durante o climatério, a dieta alimentar e os exercícios físicos são fatores fundamentais para promover e manter o organismo saudável, principalmente no que diz respeito aos sistemas osteomuscular e cardiovascular.

Cabe assinalar que, para viabilizar a qualidade de vida desejada, a mulher tem basicamente que reorientar suas ações baseadas em três princípios, sempre com orientação médica: exercícios físicos, dieta alimentar e Terapia de Reposição Hormonal - TRH.

Exercícios: um grande aliado no climatério

Não há quem conteste os benefícios que a prática de exercícios ao longo da vida proporciona. As mulheres que mantém uma vida saudável, ou seja, cuidam da alimentação, freqüentam o ginecologista periodicamente e praticam exercícios, com certeza enfrentam com maior tranqüilidade as etapas da vida.

Os exercícios contribuem para a redução de doenças cardiovasculares, peso corpóreo e, principalmente, para aumentar a formação óssea, prevenindo a osteoporose, doença comum nas mulheres menopausadas. Eles são benéficos graças a sua atuação na tração dos músculos sobre os ossos, favorecendo a formação óssea tanto em pessoas jovens quanto em idosas.

A prática mais indicada é a caminhada, que deve ser feita pelo menos três dias por semana, em ritmo suave - mas em velocidade superior à utilizada para passear - por no mínimo 30 minutos. Lembramos que, antes de iniciar qualquer programa de atividade física, a mulher deve consultar seu médico e fazer uma avaliação, que inclua, no mínimo, eletrocardiogramas de repouso e de movimento.

É importante evitar os excessos. Algumas mulheres se exercitam em demasia desde a juventude e isso é tão prejudicial quanto o sedentarismo. O excesso pode provocar diminuição na produção de estrogênio, e conseqüentemente, a perda óssea ocorre precocemente. É o que se chama de amenorréias de atletas e bailarinas. Os excessos são muitas vezes justificados pela busca da ‘boa forma’. Cabe ao médico alertar a paciente sobre o funcionamento do organismo e suas respostas.

Dieta alimentar:

Deve-se eliminar a ingestão de alimentos que influenciam negativamente a biodisponibilidade do cálcio, funcionando como verdadeiros “ladrões de ossos”, como café em excesso (são admitidas no máximo duas xícaras por dia), assim como as fibras dietéticas, o ácido fítico encontrado em farelos e o ácido oxálico. Além disso, deve-se evitar a ingestão de drogas, como cortisona e corticóides usados nos casos de alergia e reumatismo, e hormônios tiroidianos, muito comuns nas fórmulas para emagrecimento, que também aceleram a perda óssea.

Recomenda-se limitar a ingestão de alimentos com alto teor de colesterol para 300 mg por dia e reduzir a ingestão calórica de gorduras de 40% para 30%. E que as calorias provenientes de gorduras saturadas não superem 10%. Torna-se fundamental que a mulher no climatério mantenha uma dieta de 1g de cálcio por dia, para evitar perda de massa óssea.

Terapia de Reposição Hormonal:

Quando pensamos em menopausa e redução do estrógeno, nada mais lógico do que propor a reposição hormonal. Realmente a reposição hormonal traz benefícios para a mulher na menopausa, mas também existem estudos que demonstram um aumento dos casos de câncer de mama e útero pelo uso dessa reposição. Por isso, buscar um tratamento alternativo pode ser interessante e seguro.

Fonte: Bíblia da Menopausa



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